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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Uma Trilha para a História

A trilha para Naufragados começa com a lenda de esperar o bus até a Caiera da Barra do Sul e depois de milhares de curvas (22kms do Trevo do Erasmo até lá passando pelo Ribeirão que é uma outra aula sobre arquitetura açoriana ) chega-se finalmente no fim da linha e aí começa a trilha. Nesta foto abaixo é possível ver a subida.


Depois de algums metros de caminhada de subida de média dificuldade passamos a uma parte mais plana para depois subir-se mais até passarmos por fontes de água e cachoeiras. Aqui abaixo vemos os vestígios de um engenho de açúcar ainda da fase colonial. Há somente fragmentos da construção escondidos sob a mata.



Aqui é possível vermos como eram feito as construções. Em geral eram feitas de pedras cuidadosamente acomodas com uma mistura de cal, areia ou barro e ou ainda com óleo de baleia para fortalecer o tipo de rejunte das pedras. Aqui é provavelmente um pilar da entrada do engenho.

Depois de mais ou menos ums 50 minutos de caminhada e apreciação da bela natureza chegamos finalmente a praia de Naufragados. A esquerda fica o bar do velho Andrino cujo o prato mais apreciado é o comercial de peixe que vem com um feijão da massa, muito bom... tenha paciência para não agulhar o velho pois quando ele te atender vais dizer que valeu a pena esperar.
Do lado direito da praia fica o Forte Marechal Moura onde tem 3 canhões que tem a polêmica do porque instalaram lá se a guerra da Armada já havia acabado em 1894 e a Revolução Federalista em 1898.



Aqui avistamos o Farol de Naufragados que recentemente recebeu um novo mirante que dá para ver mais de perto a Fortaleza de Nossa Senhora de Araçatuba na Ponto do Papagaio e dá para ver a Praia da Pinheira e do Sonho. Reserve muitos bites na sua tarjeta para fotos.






O Forte Marechal Moura nunca foi usado para seus verdadeiro fins. Em 1954 foi desativado. Mas ficamos pensando a quem eles iriam atacar?
Teria alguém coragem de tumultuar a belíssima paisagem?
Bom é necessários salientar que eles teoricamente guardariam a entrada sul da Ilha em especial combateriam e dariam resistência a invasores vindos do sul. Agora continuam os invasores do sul mas é para só aproveitar a natureza e não deixar nada nela. Aliás só é bom retirar dela esses momentos maravilhosos, as imagens que são registradas em nossa memória e em nossos hds.







A data comprova que os canhões foram colocados ou fabricados depois da Revolta da Armada e Federalista portanto não haveriam motivos para proteger a ilha de ataques externos ou da própria Marinha do Brasil mas as versões ainda serão estudadas para elucidar os reais medos que os levaram a colocar três pesadíssimos canhões em cima de morro do lado direito da praia de Naufragados.

Vestígios Líticos no Litoral Catarinense

Uma viagem pode ser mais que uma simples ida a algum lugar belo e diferente mas pode ser também uma aula sobre nossa identidade. Recomendo que se forem a Florianópolis, antiga Nossa Senhora do Desterro, não deixem de visitar, na Barra da Lagoa da Conceição o Parque Arqueastronômico da Fortaleza da Barra da Lagoa e o Ponta do Gravatá no lado direito da Praia Mole. Lá encontrarão o prof. Adnir que tem muitas histórias para contar, uma viagem muito louca ao passado , aos elementais da natureza e ao misticismo lítico da Ilha.
Acesse o link
http://imma.cjb.net/

Os pré-históricos já sabiam que adoraríamos ir a praia...





Algumas pessoas equivocam-se achando que estes abaloamentos das pedras serveriam para alimentação como se fossem pratos, na verdade eram locais para afiar-se os raspadores que eram de rochas diferentes e transportados pelos pescadores históricos, por essa razão não vemos estes objetos, mas há alguns em museus arqueológicos.





Aqui vemos dois tipos de brunidores o primeiro era utilizado para afiar raspadores tipo de faca utilizado para partir e cortar peixes em especial aqueles de médio porte.



Aqui abaixo vemos um dos diversos tipos de brunidores que eram usados para afiar as pontas dos arpões e lanças utilizados para pescaria de peixes de médio e grande porte.



Nestas imagens abaixo vemos hoje um pier para facilitar a visita aos vestígios líticos que datam de mais de 3 mil anos antes do presente (AP.)




Esta é uma visão panorâmica da Praia dos Ingleses ponta direita. Podemos perceber que nossos índios tinham bom gosto mas não só por isso escolheram este lugar...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ÓTIMO ANO DE 2009 PARA TODOS

FELIZ ANO NOVO
PRA TODOS VOCÊS
EM ESPECIAL AOS QUE ESFORÇARAM-SE PARA CONCLUIR O ENSINO MÉDIO TURMAS 304 E 305.
E A TODOS OS DEMAIS.
GRANDE ABRAÇO
MUITA PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Islamismo1


INSTITUTO
ESTADUAL RIO BRANCO

HISTÓRIA I

ISLAMISMO

1 – A Arábia Pré-islâmica

A península Arábica está situada no Oriente Médio, limitada a oeste pelo Mar Vermelho, o oceano Índico ao Sul e o golfo Pérsico a leste, sendo ligado ao continente pelo deserto, que cobre maior parte do território. O clima é extremamente seco, apresentando oscilações térmicas na faixa litorânea de temperatura mais amena e de deserto no interior mais quente durante o dia e a noite mais fria. Ao centro e a oeste encontram-se numerosos oásis = que tem água que possibilita a prática da agricultura e da pecuária de subsistência.

A Arábia antes do islamismo era habitada por povos de origem semita e encontravam-se divididas em numerosas tribos ou grupos étnicos como os Banu-Kalb, os Banu-Ghassan, os Tanukh, os Tayyi, os Kinda, os Himyar, entre outros. Os árabes do deserto, conhecidos genericamente como beduínos eram nômades com características culturais bem diversas dos árabes do sul e do litoral. Atualmente se divide a península em sete países como a Arábia Saudita, Kuwait, Barein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmem.

As dificuldades de sobrevivência nos oásis cercados por extensos desertos, apesar da agricultura e pecuária levaram-nos às atividades de comércio de longo curso com as caravanas deslocando-se por toda península e até fora dela comercializando com o Império Bizantino e Persa Sassânidas. Nas épocas de más colheitas ou pouca produção utilizavam-se das razzias, que eram lutas, guerras rápidas no deserto entre tribos vizinhas ou a pilhagem= ghazu com o objetivo de conquistar alimentos ou outros bens de tribos inimigas.

A costa do litoral a sudoeste, também chamada de Yemmen= arábia feliz, tinha as principais cidades como Meca e Yatreb onde existiam comércio forte e produção manufatureira. Apesar disso, nesta fase não existia um governo centralizado entre as tribos. Também do ponto de vista religioso, os árabes diziam-se ser descendentes de Abraão porém adoravam várias divindades e deuses inferiores chamados de djins, através de imagens, totens onde cada tribo possuía seus próprios ídolos.

O Santuário de Meca


Até o início do século VII, os árabes do sul adoravam deuses e deusas que personificavam os planetas. Para cada ente sagrado consagravam-se templos e santuários controlados por sacerdotes. Meca possuía o santuário da Caaba, local de peregrinação que abrigava a Pedra Negra que é um meteorito e mais de 300 divindades de toda a Arábia.

O Surgimento de Maomé

Meca não possuía organização ou um governo centralizado, a tribo da clã dos Quraish ou coraixitas controlava a cidade em especial o comércio. A família de Maomé pertencia ao ramo pobre da tribo dos coraixitas a dos haxemitas nascido em 29 de agosto de 570, Muhammad perdeu seu pai que morrera pouco antes de seu nascimento. Foi criado por seu avô e desde cedo integrava as caravanas que iam para Jerusalém, Damasco entre outras cidades, o que lhe colocou em contato com o judaísmo e cristianismo. Impressionada com a fama comercial de Maomé, que nesta época era chamado de al-Amim = “homem honesto”, Kadidja, com 40 anos propôs casamento a Muhammad, cerca de 15 anos mais novo. Juntos tiveram 7 filhos, mas só as meninas sobreviveram, entre elas Fátima futura esposa de Ali Ibn Abu Talib um dos primeiros califas.


A Grande Revelação

Muhammad tinha o hábito de fazer retiros espirituais ou khalwa nos arredores de Meca. Ele apreciava praticá-los em uma gruta chamada de Hira, situada em uma colina. Em 611, durante um desses retiros, o arcanjo Gabriel se revelou a ele. O arcanjo solicitou que Muhammad lesse os sinais árabes bordados em um longo pergaminho de seda. “Mas eu não sei ler”, respondeu, envergonhado. “Leia”, insistiu o arcanjo. “Mas não aprendi a ler”. Gabriel então pediu mais uma vez para Muhammad repitir: “Leia em nome do Teu Senhor” e assim começou as revelações da nova religião.

Nos primeiros três anos pregou a nova fé entre seus parentes e tribos vizinhas. Ao realizar discursos e pregações em frente a Caaba, pregando a destruição dos ídolos e afirmando a existência de um só deus, Alá ocasionou protestos e resistências. As mudanças religiosas propostas entram em choque com os líderes coraixitas que tentaram matá-lo. Maomé fugiu para de Meca para Yatrib, ficando conhecida este fato como Hégira= hijra ou exílio, fuga emigração em árabe, que marca o início do calendário muçulmano ou muslim=submisso a deus. Jihad X Guerra Santa: uma distorção histórica do sentido original
Apesar de não conter no seu núcleo semântico a noção de “guerra”, a palavra árabe jihad é quase sempre traduzida como “a guerra santa contra os infiéis não seguidores do islã”. Assim no período inicial e original do islamismo, a palavra jihad era empregada com a idéia de “esforço individual ou coletivo de conhecimento e aceitação do islã. Através da oração e culto a Allah, o converso ao islã deveria preparar seu corpo e mente para viver em harmonia com os valores muçulmanos da comunidade em que vivesse. Já o “jihad-esforço” coletivo de propagação do Islã e de realização social ocorreria de duas formas; o discurso e a ação social. Neste sentido, as populações não convertidas deveria-se fazer um esforço para convencê-las pela doutrinação,
pelos acordos diplomáticos e em último caso pela força das armas que teria sentido muito mais de defesa do que ataque. Porém, a partir do século XII, as Cruzadas, a Guerra Santa Católica dominariam o cenário histórico sangrento e o caráter da palavra jihad ganhou o sentido que
tem uso hoje pelos ocidentais.

A morte do Profeta

O profeta conseguiu vitória militares importantes contra os coraixitas que foram derrotados definitivamente em março de 627 na batalha de Khandaq. Segundo o cronista do século IX, Tabari que escreveu sobre as façanhas bélicas de Maomé, foram necessários 10 anos de
intensas batalhas para dominar toda a península Arábica. No oitavo ano da Hégira em 630, Maomé com o apoio de 10 mil soldados conseguiu tomar Meca. Em março de 632, com 63 anos, Maomé adoeceu e foi enterrado em Medina, antiga Yatreb, que recebeu o novo nome, cujo significado é a “cidade do profeta”. A crise de continuidade após sua morte, pois Maomé só tinha uma filha Fátima acabou assumindo o trono como o califa= ou sucessor Abu Bakr marcando o fim do Islã Profeta e o início do Islã Histórico com os 4 califas perfeitos.

Cronologia

632 – morte de Maomé

632 a 634 - Califa Abu Bakr – Conquista do Iraque, Síria e Egito

634 a 641 – Califado de Omar – Conquista de Jerusalém em 638.

641 a 656 – Omar é assassinado. Califado de Uthmar

656 a 661 – Uthmar é assassinado e Ali torna-se califa iniciando-se conflito entre sunitas
seguidores do Califado Omíada e xiitas seguidores de Ali.

711 – muçulmanos ocupam península Ibérica.

714 – ocupação de Lisboa até 1147.

732 – Batalha de Poitiers na França onde cristãos barram avanço muçulmano para o norte.

3º Avaliação dos 1ºos Anos/2008 - turmas 109, 110 e 111.

Após a leitura do texto responda as seguintes questões. Poderá ser utilizado nosso livro no capítulo 18

1 - As caravanas comerciais exerceram importante papel na formação da sociedade árabe. Em termos religiosos, que importância elas tiveram?

2 - Em que aspectos a religião criada por Maomé se diferenciava das antigas crenças dos árabes?

3 - Qual a importância da jihad no porcesso de ampliação e na expansão islâmica no mundo medieval?

4 - Explique a frase: "por meio da religião, Maomé criou um sentimento de identidade entre os árabes, fazendo surgir um Estado árabe-muçulmano"?

5 - Escreva um texto sobre o legado deixado pelos muçulmanos nas várias áreas do conhecimento humano.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Trabalho Turma 109 - Ensino Religioso

Aqui estão os comentários do trabalho de pesquisa da turma 109 Ensino Religioso sobre o Tema Cristianismo na Idade Média com os seguintes temas

PATRÍSTICA
SANTO TOMAZ DE AQUINO
SANTO ABELARDO
SANTO AGOSTINHO
CELIBATO
GRANDE CISMA DE 1054
IGREJA ORTODOXA
ESCOSLÁTICA

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Trabalho Turma 304 e 305 - Temas do Século XX

Aqui estão postados os comentários e os trabalhos da turma 305

Feudalismo[1]

INSTITUTO ESTADUAL RIO BRANCO

1– SISTEMA OU MODO DE PRODUÇÃO FEUDAL
  1. TERMO FEUDO
    Acredita-se que venha do latim “foedos” que significaria ajuste ou “aliança”. O feudo significa uma porção territorial em que uma pessoa, “o SENHOR” nobre de origem familiar tradicional é o proprietário. O “senhor do feudo” exerce seu poder através da SUCESSARIA que inclui poderes como:
    1 – manter exército próprio;
    2 – emitir e cunhar sua própria moeda;
    3 – atos judiciário;
    4 – cobrança de tributos em forma de renda, produtos produzidos etc..

Ofeudo é uma unidade social autônoma administrativamente,como se fosse um micro país. Além desta autonomia, hátambém auto-suficiência econômica. Tudo o que épreciso para viver-se é produzido internamente. Hápouco contato de trocas ou intercâmbio comercial entre osfeudos e países mais distantes.

O feudo dividi-se em partes, uma grande área é ocupada pelo “CASTELO”, a fortaleza onde reside o senhor com sua família e em alguns casos com os “servos”ligados a atividades laborais de artesanato e manutenção do castelo. Uma outra parcela do território é ocupada pelas aldeias ou vilas de camponeses com suas casas simples. Por fim, as terras destinadas ao cultivo, pastos e bosques/florestas de uso comum. A parte produtiva da terra é subdividida em 3 parcelas: 1º manso senhorial, de uso exclusivo do senhor e de melhor qualidade e quantidade; 2º manso servil de uso exclusivo dos servos/camponeses e a 3º o manso de uso comum dos servos e do senhor.

2A ECONOMIA FEUDAL

A economia feudal gira em torno do grande domínio territorial conjugado com a exploração da mão-de-obra servil das famílias camponesas que ali vivem. Este regime inicia-se na fase final do Império Romano com o estabelecimento do colonato com a criação das vilas de camponeses. No início tal estrutura era baseada na “economia natural”, ou seja, na organização econômica em que os bens produzidos são para o uso imediato, é feito pelos próprios produtores diretos e ao mesmo tempo, consumidores. Não há bens de troca comercial como ouro ou dinheiro, que só começam a serem utilizados a partir do século
XII, onde generaliza-se o seu uso no incipiente comércio interno e externo dos feudos.

O senhor feudal tem o domínio da terra do feudo mas a propriedade não era plena. Não poderia o senhor alienar ou hipotecar sua propriedade, pela lei do MORGADIO, a terra era herdada una e indivisível pelo filho primogênito. O senhor cobra renda – imposto – sob a forma de CORVÉIA estabelecendo uma relação de produção unilateral e servil.

2.1 – RELAÇÕES DE PRODUÇÃO SERVIL OU FEUDAL

O trabalho direto na produção é exercido pelos camponeses que são chamados no feudalismo europeu de servos, isto é, rendeiro preso a terra onde produz para sua própria subsistência e da classe dominante como a do senhor feudal, sua família e a nobreza ao seu redor. O servo recebe em troca de sua dedicação servil, a proteção contra as más colheitas e segurança militar contra povos invasores. O servo tem alguma liberdade, ele pode abandonar o feudo, mas o senhor não pode expulsá-lo. Estas relações sociais servis de produção, tem como base jurídica, a Lei Tradicional da Servidão da Gleba. Cada servo tem como obrigações:
  1. TALHA
    – metade do que cada servo ou família produz era entregue ao senhor feudal;

  2. CORVÉIA
    – prestação de trabalho gratuito durante certo número de dias que variavam de feudo para feudo, nos domínios privados do senhor. Além desta forma de pagamento, havia a contribuição em produtos que poderia ultrapassar 50%.Posteriormente, com o crescimento do comércio, este sistema foi substituído por cobrança e pagamento em dinheiro.
  3. BANALIDADES
    – cobrança pelo uso de ferramentas, moinho entre outras atividades.

2.2.- PRODUÇÃO ECONÔMICA FEUDAL
As técnicas de produção rudimentares, o índice de produtividade baixo e a parte que a Igreja solicitava aos senhores, ocasionava um rendimento líquido baixo e a longo prazo, levou o sistema a estagnação e as constantes crises. Além disso, não haviam motivações dos servos em produzirem a mais, pois se isso ocorresse mais o senhor arrecadaria.