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quinta-feira, 1 de maio de 2014

BANANAS VIRAM SINÔNIMO DE RACISMO NO FUTEBOL

EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO E DO MONOGENISMO

https://drive.google.com/file/d/0BwwBBb6zhh4mMDk1dm5lMWdpdG8/edit?usp=sharing

   Depois de visualizar a apresentação podemos perceber nossa ligação - humanos= animal cultural Homo sapiens - diretamente com a natureza, como o mundo e o universo.
    O fato de nós percebermos o monogenismo, de sermos produtos de um processo inicial simbiótico com o meio natural por si só não elimina as polêmicas de superioridade e inferioridades étnicas daqueles que creem em melhores ou piores humanos. Compreender e conviver com as diferenças culturais e entendê-las como produto da história de cada grupo, sociedade, nação não é tarefa fácil pois requer se colocar no lugar do outro, romper seu isolamento cultural e interagir de forma democrática com a liberdade e limites dessa convivência.  
     Assim jogar bananas em jogadores é não conhecer o papel dessa fruta no mundo do próprio esporte. Reza lenda popular e da ciência que a banana evita ou diminui a possibilidade de caimbras musculares tão comuns na prática do futebol que abate jogadores frequentementes. A grande quantidade de potássio é a razão.
Veja alguns dados sobre a banana prata
Valor nutritivo de 100 gramas de banana prata (valores apenas referenciais):
  Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Banana
        Bom então temos que ter mais respeito com a banana. Outra coisa interessante é que a banana tem radiotividade por causa presença do isótopo radioativo potássio-40 (40K) algo a ser mais pesquisado...
         Em fim comeremos mais bananas porque somos todos primatas com times de futebol diferentes, gostos, preferências, habilidades, limitações e tal... e tal

Muito tempo depois
      Pesquisei e achei uma explicação bem legal neste outro blog aqui
http://radiacaodefundo.haaan.com/2011/01/06/o-poder-radioativo-da-banana/ 
no qual explica bem a radioatividade da banana.

domingo, 11 de novembro de 2012

IMPRESSORA EM 3 D

O desenvolvimento da tecnologia é espantoso. Imaginem que até bem pouco tempo atrás para se fazer um jornal ou revista ou ainda um panfleto utilizava-se tipos móveis ou depois a tecnologia off set. Agora todo munto tem uma impressora a jato de tinta ou laser. Em breve você poderá ter uma impressora em 3 dimensões capaz de imprimir volumes simétricos ou não. Dizem alguns que em breve teremos "impressoras" orgânicas. Nada é impossível.
Tive contato com uma destas impressoras no 13º Fórum Internacional de Software Livre que aconteceu na PUC RS entre os dias 25 e 28 de julho de 2012.
O mecanismo é aparentemente simples ao invés de tinta ela joga sobre uma base gotas ou filamentos de plástico derretido que vai formando a peça de acordo com o projetado matematicamente na tela pelo projetista. Assim, é possível copiar brinquedos, peças diversas como por exemplo produzir uma daqueles brinquedos chineses que quebram facilmente e não vale a pena mandar arrumar. Segundo os fabricantes é possível outros materiais e outros tipos de plástico é só ajustar ou calibrar a máquina. O custo de uma delas montada, testada e calibrada sai em torno de R$ 3700,00. 
Veja mais informações em


terça-feira, 10 de maio de 2011

Teoria da Evolução Humana

Estamos recomeçando a atualizar nosso blog que está quase com 20 mil acesso o que não é pouco.
Apresento um link interessante sobre pré-história e evolução.
http://www.slideshare.net/JDL/a-evoluo-humana
Em breve mais novidades.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PERÍODO NAPOLEÔNICO2




PERÍODO NAPOLEÔNICO - PROF. Otávio da Silva Oliveira

     Originário de uma família da pequena nobreza da Córsega, Napoleão Bonaparte cursou a academia militar e tornou-se oficial do exército francês. No decorrer da Revolução Francesa aderiu aos jacobinos, por isso esteve preso por um breve período após a queda de Robespierre. Logo depois ligou-se aos líderes do Diretório, a serviço do qual reprimiu brutalmente uma rebelião realista em Paris em 1795. Já no posto de general, derrotou os austríacos e piemonteses na 1º Companhia da Itália 1796 a 1797. Visando a abalar a hegemonia inglesa, empreendeu em seguida a campanha do Egito em 1798 a 1799, obtendo várias vitórias terrestres sendo derrotado na batalha de ABUKIR de 1798. Cidade da costa do Mediterrânea, entre Alexandria e a delta Roseta do Rio Nilo, no mesmo lugar de Canopus. Nesta batalha naval Napoleão teve sua armada destruída pelo almirante Nelson marcando a  rivalidade  anglo - francesa no Egito até 1904.
    De volta a França, já glorificado como herói nacional, passou a  encarnar as aspirações da grande burguesia, que precisava de um ditador militar para liquidar os movimentos políticos revolucionários e populares que ameaçavam a consolidação em definitivo a organização econômica, juridicamente adequados a seus interesses. Ajudado por seu irmão Luciano,  presidente do  Conselho dos Quinhentos,  Napoleão chefiou em novembro de 1799 um golpe de estado – Dezoito Brumário   que instituiu o Consulado. Como primeiro Cônsul e depois Cônsul vitalício em 1802 assumiu poderes ditatoriais, fez-se coroar imperador da França em 1804 em Paris e rei da Itália em Milão 1805. Empreendeu, então, a obra de consolidação da sociedade burguesa, implantou uma série de reformas notáveis e duradouras. Centralizou a administração do país e criou o Banco da França em 1801, fixou o padrão monetário “franco”, impôs novas ao ensino público, restabeleceu a legalidade do catolicismo, reservando ao Estado o direito de nomear os bispos, ampliou e reforçou a polícia de Fouché.
      Joseph Fouché (1759 a 1820), revolucionário como membro da Convenção Nacional votou pela execução de Luís XVI em 1793 e colaborou na repressão impiedosa dos contra-revolucionários. Apoiou a derrubada de Robespierre em 1794, tornando-se ministro da Polícia Nacional em 1799. Montou a rede de agentes de espionagem por toda a França e colocou-se a serviço de Napoleão no Dezoito Brumário. Exceto nos anos de 1802 a 1804, manteve-se na chefia de Polícia Nacional até 1809, voltou ao cargo durante os Cem Dias. Foi uma dos mais poderosos da França nopoleônica. Posteriormente, com a abdicação de Napoleão, foi nomeado presidente da Comissão Provisória em 1815 que governaria a França e promoveria a volta dos Bourbon, mas teve que se exilar na Áustria, por participar de regicídio = assassinato do rei. Fouché impôs censura à imprensa e presidiu à elaboração de 5 CÓDIGOS, que institucionalizaram o novo direito burguês. Destes, o mais célebre é o Código Civil ou Código Napoleônico que serviu de modelo para  outros países.
CÓDIGO CIVIL NAPOLEÔNICO
    O Conceito de Código civil, o que é?
    O código civil é a estrutura legal que congrega e sistematiza as normas jurídicas dispersas do direito consuetudinário que é o direito baseado na tradição moral e dos costumes, e do direito escrito, editadas e criadas para regular direitos, obrigações de ordem privada concernentes às pessoas, aos bens e suas relações.
    O Código Napoleônico, originalmente Code Civil des Français, foi o código civil francês outorgado, ou seja imposto sem votação por Napoleão Bonaparte I que entrou em vigor a 21 de março de 1804.
Entretanto, o Código Napoleônico não foi o primeiro código legal a ser estabelecido numa nação europeia, fora precedido pelo Codex Maximilianeus bavaricus civilis de 1756, pelo Allgemeines Landrecht de 1792 e pelo Código Galiciano Ocidental de 1797. Embora não tenha sido o primeiro a ser criado, é considerado o primeiro a obter credibilidade popular e a influenciar os sistemas legais de diversos outros países.
    O Código Napoleônico aborda somente questões de direito civil, como o registro civil e ou a propriedade. Outros códigos, posteriormente publicados, abordaram o direito penal, direito processual penal e o direito comercial.Este código baseou-se em leis francesas anteriores e também no Direito Romano, tendo seguído o Código Justiniano, o Corpus Juris Civilis, dividindo o direito civil em:
  • a pessoa;
  • a propriedade;
  • a aquisição da propriedade.
    O objetivo de Napoleão era reformar o sistema legal francês de acordo com os princípios burgueses iluministas da Revolução Francesa. Antes, a França não tinha um único corpo de leis, dependia-se da interpretação dos costumes locais, havendo frequentemente isenções e privilégios dados por reis ou senhores feudais. Durante a Revolução, os vestígios do feudalismo foram abolidos e os vários sistemas legais locais tiveram que dar lugar a um único código civil nacional.
    O Código Napoleônico estrutura-se da seguinte forma:
  • Título Preliminar: Da publicação, dos efeitos e da aplicação das leis em geral (artigos 1 a 6);
  • Livro Primeiro: Das pessoas (artigos 7 a 515);
  • Livro Segundo: Dos bens e das diferentes modificações da propriedade (artigos 516 a 710);
  • Livro Terceiro: Dos diferentes modos de adquirir a propriedade (artigo 711 a 2302

     
TRATADO DE LUNÉVILLE 1801 E  AMIENS 1802.
    Com estes dois tratados cessaram as hostilidades da França com a Áustria e a Inglaterra, que pareciam reconhecer a supremacia francesa continental européia.
    O tratado de paz de Amiens 25 de março de 1802, estabeleceu uma curta trégua franco-britânica que pôs fim ao conflito pós revolução Francesa. A Inglaterra devolveram à França e seus aliados  todas as áreas conquistadas exceto Trinidad e o Ceilão; Malta por sua vez foi entregue aos Cavaleiros de São João. Ambos os adversários evacuaram o Egito, que ficou sob a suserania da “Sublime Porta” = ou porta Otomana dada a  corte do sultão de Constantinopla até a queda do Império Otomano. Deve-se a porta monumental do velho Serralho de Constantinopla constituído em 1473.  Já em 1803  inicia-se o ciclo de Guerras Napoleônicas, marcadas por brilhantes vitórias ; mas os fracassos militares na península Ibérica e na Rússia puseram fim ao expancionismo francês  na Europa e na Àsia.

Guerras Napoleônicas 1804 a 1815

    Ciclo de conflitos bélicos que colocaram a França, governada por Napoleão I, contra as demais potências européias. Após a Paz de Amiens de 1802, que pôs fim as Guerras Revolucionárias Francesas de 1792 a 1802, a Inglaterra declarou guerra à França, em maio de 1803, alegando que Napoleão não estava cumprindo o tratado. Austríacos, ingleses e russos, formaram uma aliança em julho de 1805. Napoleão derrotou os austríacos e os russos em Austerlitz no mesmo ano, e os prussianos a seguir em Jena no ano seguinte.  Os russos foram também batidos em Friedland em 1807. A Paz de Tilsit de 1807 transformou-o no “senhor incontrastável” da Europa continental. No entanto, os ingleses asseguraram sua supremacia nos mares com a vitória na batalha naval de Trafalgar desde 1805. Em resposta ao Bloqueio Continental, iniciado depois de Jena em 1806, Napoleão tentou sufocar o comércio inglês e estabelecer a supremacia industrial francesa. A fim de assegurar a eficácia do bloqueio, tropas francesas invadiram Portugal em 1807 e a Espanha em 1808; e enquanto seus exércitos eram batidos na Guerra Peninsular de 1808 a 1814, Napoleão assinava a Paz de Schönbrunn em 1809 com os austríacos.
    No ano de 1812, Napoleão invadiu  a Rússia à frente do chamado “Grande Exército”, que contava com cerca de 700 mil soldados, dos quais apenas 200 mil franceses. Venceu a batalha de Borodino no mesmo ano e marchou contra Moscou. O Grande Exército foi desastrosamente  pela “tática de guerrilha” de Kutunov e pelo inverno rigoroso daquele ano. Assim, restaram aproximadamente 50 mil soldados que sobreviveram do “Grande Exército”. Em 1813, as tropas francesas foram fragorosamente batidas na batalha de Leipzig por nova coalizão das potências européias. Com a queda de Paris, a 6 de abril de 1814, Napoleão abdicou. Os aliados vitoriosos, assinaram o Tratado de Paris com a volta dos Bourbon e entronizaram  Luís XVIII. Após a fuga de Napoleão da Ilha de Elba, sua volta ao poder com os chamados Cem Dias e sua derrota final em Waterloo de 1815, foi assinado o II Tratado de Paris.
    Os Cem Dias  de 20 de março a 18 de junho de 1815 é marcado pela volta triunfante de Napoleão a Paris depois do exílio onde acabou com a 2º restauração dos Bourbon. Nesse período Napoleão tentou restabelecer-se como rei da França numa base de ação política mais liberal. Novamente derrotado pelos ingleses e prisioneiro destes, viveu seus últimos anos de vida na Ilha de Santa Helena quando ditou aos seus secretários vários textos de memórias. Foi casado com Josefina de Beauharnois e com arquiduquesa Maria Luísa, da qual teve como filho o futuro Napoleão II.         
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Revolução industrial

Instituto Estadual Rio Branco                                                                  História                                                                                                                                                            Prof. Otávio

                   Revolução Industrial

I – Revolução Industrial – Conceito

    Processo de transição de uma sociedade de base economicamente agrícola artesanal/manufatureira para outra fase do processo evolutivo da humanidade tornando-se predominantemente urbana e industrial em série. O exemplo histórico que explica este processo foi o que ocorreu na Grã-Bretanha/Inglaterra no período de 1750 a 1830 – 1º fase, que caracterizou-se por intensa transformação estrutural.

    O crescimento econômico verificado na Inglaterra, durante esta fase deve-se a uma série de fatores interligados e históricos como veremos a seguir:

     1º Período – anterior a Revolução Industrial e que a possibilitou acontecer:

  1. MUDANÇA FILOSÓFICA – RELIGIOSA : O fim da influência da Ética Paternalista cristã e a sua substituição pela Ética Protestante no norte da Europa. Assim, os países que passaram pela REFORMA, atingiram a dianteira na Revolução Industrial. A mudança nos valores da sociedade européia, possibilitou a exploração econômica racionalizada da produção e a distribuição desigual dos dividendos produzidos pelo conjunto dos trabalhadores diretos, ou operários e camponeses, que agora não são mais “servos do senhor feudal” e sim necessitados de salário para sobreviverem.
  2. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS DA EUROPA: com maior liberdade intelectual dos cientistas às restrições religiosas, foi possível o resgate da “lógica aristotélica” acrescida do “racionalismo cartesiano” , produziu instrumentos, conhecimentos, máquinas, processos químicos etc. que serviram de base para a REVOLUÇÃO COMERCIAL MERCANTIL e o COLONIALISMO MODERNO. Embora os países ibéricos católicos tenham saído a frente,  chegam porém, esgotados no final do século XVII;
  3. COLONIALISMO MODERNO: A acumulação de capital na Europa se dá a partir do surgimento de novas técnicas produtivas e o acesso a grandes reservas de recursos naturais no continente africano, americano e asiático. Esse processo só foi vitorioso com o uso da escravidão, sendo então o primeiro passo para a atual GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA.

 

2º Período – corresponde a implantação da Revolução Industrial e do “novo”, para época, sistema econômico – social, o CAPITALISMO.

  1. CONCEITO DE CAPITAL – Em economia, conjunto de “bens” empregados na produção e na transformação do trabalho que podem ser: 1- solo , a posse da terra, 100 hectares por exemplo,  ou as máquinas e/ou utensílios/ferramentas. Assim, o conjunto solo+máqunas + ferramentas formariam o CAPITAL FIXO; 2- matérias-primas como minérios, recursos naturais, produtos agrícolas (grãos), componentes e produtos semi-acabados formariam o capital circulante. Ambos possibilitam a produção de bens duráveis e de consumo imediato ou não duráveis. Para os economistas clássicos, o capital fixo + capital circulante + o trabalho são os fatores da produção capitalista. Alguns economistas modernos e contemporâneos consideram como capital a “capacidade administrativa”, a “habilidade profissional” e a “educação/conhecimento”. Diante do problema de encontrar a combinação mais lucrativa de recursos para a fabricação de bens, a decisão de investir capital produtivo, é motivada pelo custo e disponibilidade da mão-de-obra qualificada, dos recursos naturais, do custo do dinheiro para o “capital de giro”, e os investimentos também são influenciados pela política de juros, política econômica, a tal das condições da “macro-economia que podem definir as condições e o tamanho do mercado consumidor.

  As atuais potências econômicas, sozinhas ou em “blocos econômicos”, são mais ou menos industrializadas na medida em que são mais ou menos capitalizadas, enquanto os países em desenvolvimento enfrentam crises de oferta de capital e o problema da falta de poupança interna para reinvestir na sua própria estrutura produtiva.

 

II FORMAÇÃO DE CAPITAL

      A formação de capital ou a acumulação primitiva de capitais, corresponde ao conjunto de processos pelos quais, uma economia/sociedade/pessoa/governos etc., poupa recursos, que d’outra maneira serviriam ao consumo imediato e improdutivo e os transforma em capital. A repetição dos ciclos produtivos, seriam impossíveis se toda a produção ou os lucros obtidos fossem integralmente consumidos. Assim, uma parte da produção anual deve ser destinada à RENOVAÇÃO DE CAPITAL DEPRECIADO, e mais ainda, na ampliação da capacidade produtiva.

      Ordinariamente, a poupança é feita pelas pessoas ou empresas, deixam então de distribuir ou consumir, uma parte de seus lucros/sobras e a destinam aos seus fundos de investimentos. Segundo o economista alemão Karl Heinrich Marx ( 1818 a 1883), o período de acumulação originária de capital, a partir do século XV, inclui, na Inglaterra, a expulsão dos camponeses de suas terras através dos enclosures. Significou o processo de cercamentos das propriedades rurais desenvolvido na Europa entre os séculos XV e XVIII. Até então, o que caracterizava a estrutura agrária da Europa, era o sistema de campos abertos, pelo qual o camponês cultivava faixas alternadas por bosques, prados e pastos de uso comum. A destruição deste sistema, pela prática dos cercamentos, originou-se na Inglaterra, onde o preço da lã levou a nobreza rural a cercar suas terras para a criação de ovelhas. Assim ocorreu a expulsão dos camponeses para alinharem-se nas zonas urbanas das cidades que cresciam muito rapidamente, formando assim, uma constante reserva de mão-de-obra barata para o crescente novo sistema industrial capitalista.

     Concluindo a acumulação primitiva de capitais dos países do norte da Europa salientamos:

1 – a ruína e desestímulo dos artesões autônomos que foram despojados de seus rendimentos e desatualização tecnológica de seus meios de produção;

2 – os lucros obtidos através do processo de endividamento das finanças dos países, a chamada dívida pública, que passa a ser paga a custa dos esforços da população quando paga mais impostos;

3 – as fraudes e corrupções comerciais que favorecem alguns poucos da sociedade;

4 – o saques das riquezas naturais das colônias da América, África e Ásia que são extraídas a força ou com a conivência das elites locais;

5 – o escravismo como sistema de produção resgatado da antigüidade e posto em prática na época moderna, possibilitou a produção de riquezas que foram apropriadas pelas metrópoles européias, gerando a desestruturação produtiva do continente africano, ocasionando sérios problemas sociais e conflitos étnicos, tanto nas colônias americanas como no próprio continente africano. Assim, o somatório dos enclosures e os cinco fatores, levaram a acumulação de capital, necessária para a revolução industrial e o novo sistema, o capitalismo.

 

III- AS REVOLUÇÕES BURGUESAS NA INGLATERRA

     As revoluções burguesas liberais como a Revolução Puritana e Gloriosa, deram as condições políticas favoráveis ao novo sistema com o avanço da influência política da burguesia, enquanto classe, na condução e nos rumos que a sociedade tomaria para beneficiar esta nova classe social.

A – A REVOLUÇÃO PURITANA de 1642 a 1649

     Foi a revolução surgida em razão do conflito entre o Rei + a nobreza + anglicanos + católicos contra o parlamento com maioria burguesa puritana que levou a derrubada do rei e a execução de Carlos I em 1649. Além disso, estabeleceu a REPÚBLICA sob a liderança do ditador Oliver Cromwell(1599 a 1658).

    A Guerra começa quando o rei nega-se a acatar a “Grande Advertência” que foi um manifesto político do parlamento que procurava limitar os poderes do rei. A burguesia recorre as armas e vitoriosa, assume o poder.

    O governo de Oliver Cromwell foi a única experiência republicana inglesa até hoje, seu poder ditatorial levou-o  a ser considerado Lord protetor da Inglaterra. Impôs ao país, uma severa ordem interna com a repressão aos católicos da Irlanda e a consolidação do poder marítimo-comercial inglês, ao baixar o ATO DE NAVEGAÇÃO em 1651 e a consequente derrota dos holandeses em 1652 e 1654.

    O saldo do governo republicano, foi transformar a Inglaterra na maior potência marítima comercial, já na época moderna. Logo após a morte de Cromwell, o parlamento restaurou o sistema monárquico com a Dinastias dos Stuart.

  1. REVOLUÇÃO GLORIOSA 1688 a 1689

    Com o término da experiência republicana, os filhos de Carlos I, Carlos II (1660 a 1685 ) e Jaime II ( 1685 a 1688) reassumem o poder na Inglaterra. No entanto, os conflitos políticos continuaram devido a proteção aos católicos, as tentativas de restabelecer o catolicismo no país bem como o absolutismo monárquico. Assim, em 1688, à medida que os conflitos entre o rei e o parlamento , representante dos interesses da burguesia, aumentavam e agravavam-se com os conflitos religiosos, inicia-se uma nova revolução. A burguesia alia-se a Guilherme de Orange (1650 a 1702) que já era rei da Holanda desde 1672 até 1702. O rei Jaime II, não confiando no parlamento, manteve um grande exército de prontidão. O nascimento de seu filho ameaçava tornar a Inglaterra, uma monarquia católica permanente, os WHIGS e os TORIES  se uniram e venceram o rei Jaime II. Convidaram Guilherme de Orange, o rei holandês, para assumir o trono, porque era casado, desde 1677, com Maria Stuart, filha portestante de Jaime II. A burguesia assim, para selar o seu poder, acorda e obriga o novo rei a assinar a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS que foi aprovada também pelo parlamento em 1689. Tal declaração tornou-se lei, onde os poderes do rei, ficavam limitados com garantias a liberdade de expressão de todos os cidadãos, em especial, os cidadãos burgueses.

    Através deste movimento liberal burguês, a burguesia, enquanto classe social que obtinha já o dinheiro, agora adquiria mais poder quando impõe o princípio: “O REI REINA, O PARLAMENTO GOVERNA”, através da figura do primeiro ministro. Assim, a Revolução Gloriosa de 1689, antecedeu a Revolução Francesa em quase um século, favorecendo a estabilidade política e a expansão comercial inglesa, dando condições políticas básicas para o desenvolvimento da Revolução Industrial.

 

 

4 – CONCEITO DE CAPITALISMO

     Constitui-se no atual sistema econômico e social, predominantemente na maioria dos países do mundo. Industrializados ou em processo de industrialização. Neles, a economia se baseia na separação social entre os trabalhadores diretos na produção que são juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho ou conhecimentos, ou ainda capacidades, que as vendem no mercado de trabalho em troca de salário, e de outro lado, os capitalistas, que são os proprietários dos meios de produção que contratam os trabalhadores para produzirem mercadorias, bens e serviços dirigidos para o mercado consumidor alvo, visando à obtenção de lucro.

     O lucro é o rendimento de grandeza variável, especialmente ligado ao capital investido pelo industrial, comerciante ou prestador de serviços, o lucro difere-se do juro, que é o rendimento de grandeza pré-fixada, remunerador do capital, valor/dinheiro emprestado aos investidores ou empresários. No caso industrial, o lucro é a margem residual entre os custos de produção + impostos e o preço de mercado do produto que os consumidores podem pagar; já no caso do comerciante, é a margem residual, entre o preço de compra do produto no mercado atacado, e seu preço final de venda no mercado varejo.

     As escolas econômicas clássicas, neoclássicas da economia política, consideram o lucro uma remuneração justificada de diversas maneiras de obtenção: a abstinência do consumo pessoal/empresarial e poupança com vistas a rendimentos futuros, risco de investimentos, engenhosidade e criatividade dos empreendedores, inventos etc., posse de um fator de produção escasso no mercado. Para o marxismo econômico, o lucro é uma forma da mais-valia, que pode ser obtida de forma absoluta ou relativa.

    Vários cientistas sociais e economistas de destaque, procuraram explicar o surgimento e funcionamento do capitalismo. Para o economista alemão Werner Sombart (1863 a 1914), a essência das motivações subjetivas dos agentes econômicos do capitalismo, não está na economia, mas no “espírito” que se desenvolveu dentro da burguesia que surgiu desde o fim da Idade Média. Esse espírito, teria levado os burgueses a perceberem que o melhor método para adquirir riqueza não era o de acumular bens, mas acumular capital.Max Weber (1864 a 1920), economista e sociólogo alemão, que procurava estudar o sentido da ação humana individual através do método da compreensão , que envolveria uma reconstrução do sentido subjetivo original da ação humana, e o reconhecimento da parcialidade da visão do observador dos fenômenos sociais. Max Weber, caracterizava o capitalismo pela predominância da burocracia que é um termo aplicado às organizações sociais baseadas na hierarquização e na especialização das funções. A estrutura burocrática, com suas normas, constituiria a expressão concreta da racionalidade e eficiência próprias desse sistema, tendo como traços fundamentais:

  1. – obrigações e cargos delimitados segundo uma divisão de trabalho sistemática, de acordo com regulamentos claros;
  2. – vínculos exclusivamente empregatícios impessoais entre a organização produtiva e os funcionários;
  3. – organização hierárquica dos cargos;
  4. – sistemas de promoção que permitam aos funcionários fazerem carreira dentro da organização;

     Assim , as empresas deixam de ser domésticas, de família, e passam a Ter vida própria, exigindo, devido ao tamanho crescente, sistemas contábeis, administrativos de gestão, altamente racionais para garantir a obtenção de lucros constantes.

 

 

5 –FÁBRICAS E A MECANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO

    O desenvolvimento do capitalismo gerou a criação de fábricas, equipadas com máquinas recém inventadas e que produziam maior volume de bens industrializados a preços mais baixos, suprindo a crescente demanda do mercado nacional e internacional.

    A fábrica caracteriza-se pela concentração de trabalhadores com tarefas especializadas, de acordo com a divisão qualitativa do trabalho, e pelo emprego de máquinas – ferramentas , que transformam as matérias primas. Distingui-se do artesanato, em que um único trabalhador executa todas as operações necessárias a produção de um bem, e da manufatura, que reúne muitos artesãos no mesmo estabelecimento.

   A princípio, as máquinas –ferramentas eram movidas pela força motriz da roda-d’água. Essa tecnificação produtiva, ocorreu inicialmente na indústria têxtil. Entre as principais invenções desse período contam-se a lançadeira volante de John Kay (1704 a 1764), inventor inglês que criou uma máquina de abrir e tecer lã que foi patenteada em 1733, acelerou a velocidade da tecelagem, mas ao mesmo tempo que reduzia a mão-de-obra necessária. Logo foi inventada a máquina de fiar chamada de “jenny” , criada por James Hargreaves (1720 a 1778), que era uma máquina manual com vários fusos, que permitia a uma só pessoa fazer diversos fios ao mesmo tempo, integrava o equipamento próprio da industria doméstica. Sir Richard Arkwright (1732 a 1792) criou a máquina de fiar movida a roda-d’água em 1769.

    A produção de novas máquinas recebeu grande impulso a partir  de 1709, quando Abraham Darby conseguiu fabricar, com coque, ferro  doce de boa qualidade. Outra descoberta fundamental foi a máquina a vapor  que produzia movimentos rotativos, patenteada por JAMES WATT (1736 A 1819) em 1769. Criou o termo horse power ou cavalo de força que serviria para indicar a potência de trabalho dos motores.

   A partir de 1830, as ferrovias e navios a vapor permitiram a formação de uma rede de comunicação e transportes mais ampla e eficiente, interligando os novos centros industriais, as fontes de matérias-primas e os mercados consumidores.

Depois da leitura atenta do texto responda as seguintes questões:

1 – Como é determinada a decisão de investir capital por parte das empresas, investidores e

pessoas?

2 – Por que seria impossível a repetição dos ciclos produtivos se fossem consumidos todos os recursos advindos da produção?

3 – Qual o significado dos enclosures para o surgimento do capitalismo?

4 – Qual o papel do escravismo moderno na formação do capitalismo?

5 – Explique o que foi e qual o significado da Declaração dos Direitos de 1689?

6 – Qual(ais) características distinguem o capitalismo dos demais processos históricos de produção como o escravismo e o feudalismo por exemplo?

7- Qual a diferença entre lucro e juros?

8 – Qual a diferença entre o lucro do industrial e o do comerciante?

9 – Qual a função da burocracia no sistema capitalista segundo a visão de Max Weber?

10 – Explique as diferenças entre fábrica industrial, fabricação artesanal e manufaturada.

 


Revolução Industrial

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