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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Temas da Idade Média
Invasões dos nômades das estepes da Ásia Central e povos germânicos conhecidos como "bárbaros" pelos romanos desestruturam o império e daí surgirá uma novo sistema de produção o feudalismo. Os contatos e as rotas comercias diminuíram entre a China e o Ocidente, entre o norte da África e a Itália, entre Bizâncio=Constantinopla e Europa Ocidental. Este perído chamamos de Idade Média e vai de 476 a 1453.
Nesta fase ocorrem alguns processos históricos:
1 - a ascenção e expansão do islamismo
2 - o surgimento do Império Mongol no século XIII
3 - o fortalecimento e a divisão da Igreja
4 - a persseguição as bruxas e aos alquimistas
5 - o surgimento dos códigos da Cavalaria
6 - as novas tecnologias de armamento e de produção
7 - a desestruturação de algumas cidades e a fortificação de outras
8 - o surgimento de reinos na Europa como o dos Francos, Suevos, Visigodos
Os alunos do 1º ano pesquisaram sobre alguns temas e postaram comentários veja-os
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Revolução Federalista
OBS: Não se preocupem estão bem enferrujados...rsrsrs...
Instituto Estadual Rio Branco
História III Prof. OtávioRio Grande do Sul na República Velha
A Revolução Federalista ou Revolução da Degola?
TEXTO I
Discordando da ditadura de Júlio de Castilhos durante o processo constituinte estadual, os deputados constituintes Antão de Farias e Demétrio Ribeiro, foram engrossar as fileiras do PUN, que tinha como jornal divulgador “O Rio Grande”. Depois da aprovação da nova constituição, a primeira republicana em 1891, Castilhos tratou de elaborar o seu projeto de constituição estadual.
05.05.1891– eleições Constituinte Estadual, verdadeira farsa com resultados já acertados antes do término da contagem dos votos. A oposição é derrotada em quase todas as seções eleitorais, o voto não era obrigatório a não ser para funcionários públicos.
14.07.1891 – aprovação da Constituição Estadual baseada nas ideias positivistas de pequenas pátrias, mandato de 5 anos e o presidente do estado é quem escolhia o seu vice. Quem controlava e fiscalizava os atos do governo era a opinião pública, mas toda vez que ela se manifestava era considerada anarquista e subversiva. As questões sociais eram caso de polícia.
15.07.1891 – Júlio Prates de Castilhos assume o poder e permanece apenas 4 meses, até o golpe militar de 3 de novembro.
03.11.1891 – Deodoro dissolve o Congresso Nacional, recebendo apoio de Castilhos. O vice presidente Marechal Floriano Peixoto, arregimentou os militares e obrigou Deodoro a renunciar. Floriano interviu nos estados que apoiaram Deodoro.
08.11.1891 – A oposição rio-grandense rebelaram-se com o apoio dos militares fiéis a Floriano Peixoto. Bagé e Rio Grande, comandados por João Nunes da Silva Tavares foram as primeiras cidades a aderirem.
- 12.11.1891
– sob pressão Júlio de Castilhos abandona o Palácio;
13.11.1891 – Assume o poder o triunvirato composto por Joaquim Francisco de Assis Brasil, João Barros Cassal e Domingos Alves Barreto Leite governando até meados de 1892;
GOVERNICHO
Gaspar da Silveira Martins, volta de seu exílio no Uruguai e rearticula-se politicamente em torno da questão federalista que de certa forma, não havia sido resolvida com a Revolução Farroupilha e com a implantação da república. O centralismo político e econômico das oligarquias agroexportadoras do café da região do sudeste, deixava a elite gaúcha fora das grandes decisões. Não havia “um sentimento de confiança , por parte da elite nacional, na elite tradicional agrária do Rio Grande do Sul”, também por parte dos militares que haviam lutado contra os farroupilhas e contra as tentativas de resistência dos monarquistas. Assim, desta forma, explica-se a tentativa dos federalistas maragatos de aliarem-se com os almirantes da marinha que era simpática a monarquia.
03.02;1892 – tentativa dos castilhistas militares e civis de se apossar dos telégrafos mas foram repelidos a tiros, logo a seguir veio a repressão;
03.03.1892 – General Barreto passa o poder a Barros Cassal sem eleição;
28.03.1892 – Gumercindo Saraiva apresenta-se a justiça no processo que era acusado de assassinato de Antônio Joaquim D’ávila por causa de conflitos de terra. É absolvido por unanimidade do júri de Santa Vitória do Palmar;
31.03.1892 – General João Nunes da Silva Tavares fundou o partido FEDERALISTA com o seguinte programa:
sistema parlamentar, reforma da bandeira, constituição democrática, autonomia municipal, liberdade de imprensa e economia de mercado liberal.
08.06.1892 – Barros Cassal havia devolvido o governo ao general Barreto este, por sua vez, isolado politicamente deixa o poder ao Visconde de Pelotas indicado pelos federalistas mais tarde, Floriano Peixoto decretou intervenção federal no Rio Grande do Sul. Logo a seguir os federalistas tentaram se apossar do governo nomeando Silva Tavares. O Rio Grande do Sul ficou então com dois presidentes um interventor em Porto Alegre e Silva Tavares em Bagé. De maio a junho Gaspar Silveira Martins e Júlio de Castilhos, reuniam-se no Hotel La Minuta, na Rua da Praia tentando conciliar as ideias.
16.06.1892 – oficiais republicanos da Guarda Cívica tomaram o quartel na Praia de Belas e a Casa de Correção e marcharam até o Palácio. O tenente Chachá Pereira sublevou o exército e a Guarda Civil tomando conta do arsenal, dos telégrafos e da estação ferroviária. Visconde de Pelotas sentiu que estava em guerra alheia e passou o poder, por telegrama a João Nunes da Silva Tavares em Bagé, o Joca Tavares e também Barão de Itaqui.
17.06.1892 – Júlio de Castilhos volta ao poder, pela intervenção de Floriano, que conforme o combinado, renunciou em favor de seu vice indicado, o General Vitorino, este tinha a função de preparar as eleições e criar a Brigada Militar . Entre o golpe de Júlio de Castilhos em junho de 1892 e o início da Revolução Federalista foram degolados 193 pessoas de ambos os lados.
- 15.10.1892 Criação da Brigada Militar formada a partir de um regimento de Cavalaria e dois batalhões de infantaria com total de 1265 homens e 2 na reserva;
20.11.1892 – Eleições para o governo do estado, Júlio de Castilhos elege-se com 26377 votos num colégio eleitoral masculino e alfabetizado de 60 000 eleitores.
O Início da Guerra
25.01.189325.01.1893. Após as eleições fraudulentas, Júlio de Castilhos toma posse e começa a repressão violenta que faz em torno de 10 mil federalistas exilarem-se nas bandas do Uruguai. Claro que isso não iria ficar assim;
02.02.1893 – Cerca de 5 mil federalistas divididos em corpos de 300 e 400 homens invadem o seu próprio território em pontos diferentes. Estavam a mal armados por imprevidência de Gaspar Silveira Martins que deixou armas e munição 4 meses num navio ancorado no porto de Montevidéo. Vinham junto, gauchos (sem acento mesmo) uruguaios de origem espanhola da Região de Maragataia. Lá eram muito prestigiados por exercerem a atividade de correios, usavam colete e lenços vermelhos. Gumercindo Saraiva e Aparício Saraiva usavam lenços brancos, pois haviam lutado ao lado do Partido Nacional Blanco;
05.02.1893 – Maragatos tomam Dom Pedrito;
23.02.1893 -Gumercindo Saraiva uniu seus 400 homens de confiança aos 3 mil comandados por Joca Tavares e atacaram e tomaram a cidade de Dom Pedrito. Ali receberam as forças de Marcelino Piná, Rafael Cabeda e o célebre Juca Tigre. As forças legalistas prepararam o ataque em duas frentes de Bagé e ao norte, os rebeldes recuaram;
15.03.1893 – General Teles dá combate as forças de Gumercindo Saraiva nos Banhados de Upacaraí;
19.03.1893 – Rebeldes atacam Alegrete e a submetem, forças governistas, sob o comando do coronel Santos Filho e do coronel Firmino de Paula fazem as tropas de Marcelino Piná recuarem para o Passo da Jararaca. Foi o primeiro grande combate com vitória dos rebeldes federalistas, Santos Filho ficou como prisioneiro de guerra;
Janeiro de 1893 – Relatório da Associação Comercial de Pelotas publicado declarava a existência de 18 charqueadas onde foram abatidas, em todo o Rio Grande do Sul 536 552 mil reses, só em Pelotas foram 380 mil abates. No ano da guerra o número de abates caiu para 295 487 e em 1894 para 166mil abates em todo o Rio Grande do Sul. O comando do 2º Corpo do Exército Libertador Maragato,ainda em Quaraí, passou ao general Luís Alves Salgado que juntou-se as tropas de Silva Tavares. Enquanto isso, a tão temida Divisão Norte do Exército Federal, com 4 500homens, bem armados e chefiados pelo senador José Gomes Pinheiro Machado, foi ao encontro dos maragatos.
03.06.1893 – Ocorreu a Batalha de Inhanduí o maior conflito bélico, onde a batalha durou mais de 6 horas com a vantagem dos maragatos durante o dia, a noite os conflitos diminuiram-se. Tavares e Gumercindo, apesar de estarem vencendo, ordenaram a retirada de seus homens durante a noite, as razões para esta recuada até hoje não foram esclarecidas. Especula-se que já haviam divergências internas entre os federalistas.
06.11.1893 – A cidade do Rio de Janeiro é bombardeada pelo Almirante Custódio de Melo, o comandante Frederico Guilherme de Lorena toma a cidade de Nossa Senhora do Desterro ( antigo nome de Florianópolis). Logo a Revolta da Armada recebe a adesão de Saldanha da Gama;
27.11.1893 – Saldanha da Gama atacou a cidade de Niterói. O cerco de Joca Tavares em Hulha Negra ( que nesta época pertencia a Bagé) as tropas do Marechal Isidoro Fernandes obriga os republicanos a renderem-se. Na noite de 27 para 28 de novembro os prisioneiros ficaram sob a guarda das tropas de Zeca Tavares e Cezário Saraiva, mais conhecido como “Tigre Ruivo”, o que ocorreu a seguir foi a maior atrocidade da guerra, contam alguns que todos os soldados republicanos foram degolados em grande parte por Adão de La Torre, que era um ex-escravo capataz dos Tavares. A causa para tamanha violência era a vingança pela também violenta morte do primo de Gumercindo Saraiva, Terêncio Saraiva, estancieiro de Bagé que foi barbaramente morto , seu corpo foi mutilado pelos republicanos só por ter hospedado clandestinamente por alguns dias Gaspar da Silveira Martins.
14.01.1894 – Federalistas com apoio da Armada rebelde resolvem avançar em direção a São Paulo, no caminho conquistam os portos de Tubarão, Itajaí e Paranaguá, neste dia então as tropas de Gumercindo, a caminho de Curitiba, chegam nas proximidades da Vila da Lapa, os moradores preparam-se para o cerco;
16.01.1894 – Gumercindo segue com suas tropas para tomar a pequena vila, que nesta época era mais conhecida como a Vila do Príncipe, o cerco duraria 29 dias;
09.02.1894 – Gumercindo consegue acabar com a resistência heroica do coronel Antônio Ernesto Gomes. Logo a seguir chega a Curitiba onde os rebeldes são recebidos com festa pelos populares, no início de março, Gumercindo monta base em Ponta Grossa para definição dos rumos da revolução;
03.04.1894 – Editorial do Jornal “A Gazetinha” critica a crise econômica e cobra as promessas dos republicanos;
24.04.1894 – devido a divisões internas, as últimas forças de Gumercindo abandonam Curitiba, em razão derrota da Armada;
10.08.1894 – Gumercindo consegue escapar do cerco a caminho do Pampa, mas ao chegar em Caroví é atingido por fogo inimigo e morre apesar dos esforços do médico Angelo Dourado que era seu melhor amigo e que registrava num diário a guerra.
13.08.1894 – o comandante do 1º Regimento da Brigada Militar, coronel Fabrício Pilar descreveu a morte e as atrocidades cometidas com o corpo de Gumercindo Saraiva;
08.10.1894 – Oficiais pertencentes à 4º Brigada em Guarnição nos Garruchos, Rincão de Itacorubi, Cemitério de Santo Antônio, recolhem a cabeça de Gumercindo Saraiva e levam para a capital a pretexto de estudos científicos. “...O major Ramiro Oliveira foi incumbido de levar a cabeça de Gumercindo a Júlio de Castilhos. O major chegou a ser recebido no Palácio com a macabra remessa numa caixa de chapéu. Ao ver a cabeça, segundo a versão de Augusto Meyer, Castilhos reagiu indignado, expulsando o major da sala. Aturdido, o oficial teria dado sumiço ao despojo: segundo Meyer, enterrando-o no assoalho de um hotel nas proximidades, segundo outros, simplesmente lançando-a a um terreno baldio, nos fundos do palácio, ou ainda, numa terceira versão, jogando-a nas águas do Guaíba.” ( trecho do livro A Cabeça de Gumercindo Saraiva – Tabajaras Ruas e Elmar Bones – Editora Record)
Texto I
1– Quais os motivos da Revolução Federalista?
2– Qual a origem do termo “maragato”?3 – Por que os principais líderes da Revolução Federalista usavam lenços brancos ao invés de vermelho como os demais?
Texto II4 – Segundo o autor do artigo, o que está por de trás determinante de qualquer explicação sobre os acontecimentos históricos?
5 – Em relação as classes sociais, qual a visão ideológica positivista?6 – Antes da Proclamação da República, em 1889, qual era o grupo político que apoiava o Império?
7 – Segundo o autor do artigo, como os estancieiros da fronteira conseguiam suas terras?
8 – Qual a estratégia de Rui Barbosa para enfraquecer a elite da fronteira?
9– Por que os rebeldes Federalistas receberam o apoio da Armada?
Após a leitura das questões responda em uma folha com nome, turma e data. Bom Trabalho – Vale 3 pontos no 3º trimestre de2008. link deste texto para impressão: http://docs.google.com/Doc?id=ddkcqbd9_7d4dbsjgrsexta-feira, 14 de novembro de 2008
Os Ícones da Arquitetura Positivista de Porto Alegre
Observe os detalhes do prédio que fica na Av. João Pessoa entre JB e Venâncio

Esta frase não dá arripios em vocês?
"Os vivos são sempre cada vez mais governados necessariamente pelos mortos"


Aqui temos a escadaria onde é possivel ver a ordem social e a escala de valores, o último degrau está escrito humanidade. Outra hora explico o significado de fetichismo para os positivistas

O Amor por Princípio. E a Ordem por base e o Progresso por fim
Em cada soleira das três portas está escrito da esquerda para direita as seguintes frases:VIVER AS CLARA
VIVER PARA OUTREM
ORDEM E PROGRESSO

quarta-feira, 12 de novembro de 2008
POSITIVISMO NO RIO GRANDE DO SUL

Um dos aspectos mais visíveis do positivismo no Rio Grande do Sul é a sua influência na arquitetura
aqui vemos um das colunas da fachada do Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha
Percebe-se a influência da cultura grego-romana, considerada a cultura ideal pelos positivistas
Auguste Comte (1798 a 1857)
Foi um filósofo francês que fundou uma importante corrente de pensamento que é o positivismo. Também é considerado um dos criadores da sociologia científica.
Uma de suas principais idéias é a que o espírito humano evolui, passando por 3 estágios
1 - TEOLÓGICO
2 - METAFÍSICO
3 - POSITIVO
Neste último, o ser humano atingiria o ponto mais alto de desenvolvimento, passando a formular as leis dos fenômenos, sem qualquer referência a causas sobrenaturais ou formas metafísicas. No fim de sua vida, Comte criou a Religião da Humanidade, ou Religião Positivista, que acreditava ser a coroação do positivismo.
A corrente filosófica desenvolveu-se no final do século XIX, caracterizando-se por considerar como único conhecimento legítimo o que se encontra nas ciências naturais, baseando-se na observação experimentação e matematização. Os positivistas criticam como falso e enganoso o pensamento religioso e metafísico, admitindo-os apenas como etapas do desenvolvimento humano daí a idéia de "progresso". O conhecimento para os positivistas é baseado em 3 pontos
1 - Todo conhecimento do mundo moderno decorre dos dados positivos e da experiência e é somente a eles que o investigador, o cientista, deve-se ater.
2 - Existe um âmbito puramente formal, no qual se relacionam as idéias, que é o da lógica pura da matemática.
3 - Todo conhecimento dito "transcendente" - metafísica, teologia e especulações científicas que se situam além de qualquer possibilidade de verificação matemática deve ser descartado.
Em breve novos exemplos como o Templo Positivista, a Prefeitura Velha etc.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Revolução Industrial
Processo de transição de uma sociedade de base economicamente agrícola artesanal/manufatureira para outra fase do processo evolutivo da humanidade tornando-se predominantemente urbana e industrial em série. O exemplo histórico que explica este processo foi o que ocorreu na Grã-Bretanha/Inglaterra no período de 1750 a 1830 – 1º fase, que caracterizou-se por intensa transformação estrutural.
O crescimento econômico verificado na Inglaterra, durante esta fase deve-se a uma série de fatores interligados e históricos como veremos a seguir:
1º Período – anterior a Revolução Industrial e que a possibilitou acontecer:
1 - MUDANÇA FILOSÓFICA – RELIGIOSA :O fim da influênciada Ética Paternalista cristã e a sua substituição pela Ética Protestante no norte da Europa. Assim, os países que passaram pela REFORMA, atingiram a dianteira na Revolução Industrial. A mudança nos valores da sociedade européia, possibilitou a exploração econômica racionalizada da produção e a distribuição desigual dos dividendos produzidos pelo conjunto dos trabalhadores diretos, ou operários e camponeses, que agora não são mais “servos do senhor feudal” e sim necessitados de salário para sobreviverem.
2 - INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS DA EUROPA:
Com maior liberdade intelectual dos cientistas às restrições religiosas, foi possível o resgate da “lógica aristotélica” acrescida do “racionalismo cartesiano” , produziu instrumentos, conhecimentos, máquinas, processos químicos etc. que serviram de base para a REVOLUÇÃO COMERCIAL MERCANTIL e o COLONIALISMO MODERNO. Embora os países ibéricos católicos tenham saído a frente, chegam porém, esgotados nofinal do século XVII;
3 - COLONIALISMO MODERNO: A acumulação de capital na Europa se dá a partir do surgimento de novas técnicas produtivas e o acesso a grandes reservas de recursos naturais no continente africano, americano e asiático. Esse processo só foi vitorioso com o uso da escravidão, sendo então o primeiro passo para a atual GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA.
4 -CONCEITO DE CAPITAL –
Em economia, conjunto de “bens” empregados na produção e na transformação
do trabalho que podem ser: 1- solo , a posse da terra, 100 hectares por exemplo, ou as máquinas e/ou utensílios/ferramentas. Assim, o conjunto
solo+máquinas + ferramentas formariam o CAPITAL FIXO;
2- matérias-primas como minérios,recursos naturais, produtos agrícolas (grãos),
componentes e produtos semi-acabados formariam o capital circulante. Ambos possibilitam a produção de bens duráveis e de consumo imediato ou não duráveis.
Para os economistas clássicos, o capital fixo + capital circulante + o trabalho são os fatores da produção capitalista. Alguns economistas modernos e contemporâneos consideram como capital a “capacidade administrativa”,
a “habilidade profissional” e a “educação/conhecimento”. Diante do problema de encontrar a combinação mais lucrativa de recursos para a fabricação de bens, a decisão de investir capital produtivo, é motivada pelo custo e disponibilidade da mão-de-obra qualificada, dos recursos naturais, do custo do dinheiro para o “capital de giro”, e os investimentos também são influenciados pela política de juros, política econômica, a tal das condições da “macro-economia que podem definiras condições e o tamanho do mercado consumidor.
As atuais potências econômicas, sozinhas ou em “blocos econômicos”, são mais ou menos industrializadas na medida em que são mais ou menos capitalizadas, enquanto os países em desenvolvimento enfrentam crises de oferta de capital e o problema da falta de poupança interna para reinvestir na sua própria estrutura produtiva.
II – Formação de Capital
A formação de capital ou a acumulação primitiva de capitais, corresponde ao conjunto de processos pelos quais, uma economia/sociedade/pessoa/governos etc., poupa recursos, que d’outra maneira serviriam ao consumo imediato e improdutivo e os transforma em capital. A repetição dos ciclos produtivos, seriam impossíveis se toda a produção ou os lucros obtidos fossem integralmente consumidos. Assim, uma parte da produção anual deve ser destinada à RENOVAÇÃO DE CAPITAL DEPRECIADO, e mais ainda, na ampliação da capacidade produtiva.Ordinariamente, a poupança é feita pelas pessoas ou empresas, deixam então de distribuir ou consumir, uma parte de seus lucros/sobras e a destinam aos seus fundos de investimentos. Segundo o economista alemão Karl Heinrich Marx ( 1818 a 1883), o período de acumulação originária de capital, a partir do século XV, inclui, na Inglaterra, a expulsão dos camponeses de suas terras através dos enclosures. Significou o processo de cercamentos das propriedades rurais desenvolvido na Europa entre os séculosXV e XVIII. Até então, o que caracterizava a estrutura agrária da Europa, era o sistema de campos abertos, pelo qual o camponês cultivava faixas alternadas por bosques, prados e pastos de uso comum. A destruição deste sistema, pela prática dos cercamentos, originou-se na Inglaterra, onde o preço da lã levou a nobreza rural a cercar suas terras para a criação de ovelhas. Assim ocorreu a expulsão dos camponeses para alinharem-se nas zonas urbanas das cidades, que cresciam muito rapidamente, formando assim, uma constante reserva de mão-de-obra barata para o crescente novo sistema industrial capitalista.
Concluindo a acumulação primitiva de capitais dos países do norte da Europa salientamos:
1 – a ruína e desestímulo dos artesões autônomos que foram despojados de seus rendimentos e desatualização tecnológica de seus meios de produção;
2– os lucros obtidos através do processo de endividamento das finanças dos países, a chamada dívida pública, que passa a ser paga a custa dos esforços da população quando paga mais impostos;
3– as fraudes e corrupções comerciais que favorecem alguns poucos da sociedade;
4– o saques das riquezas naturais das colônias da América, África e Ásia que são extraídas a força ou com a conivência das elites locais;
5 - o escravismo como sistema de produção resgatado da antigüidade e posto em prática na época moderna, possibilitou a produção de riquezas que foram
apropriadas pelas metrópoles européias, gerando a desestruturação produtiva do continente africano, ocasionando sérios problemas sociais e conflitos étnicos, tanto nas colônias americanas como no próprio continente africano. Assim, o somatório dos enclosures e os cinco fatores, levaram a acumulação de capital, necessária
para a revolução industrial e o novo sistema, o capitalismo.
III – As Revoluções Burguesas na Inglaterra
As revoluções burguesas liberais como a Revolução Puritana e Gloriosa, deram as condições políticas favoráveis ao novo sistema com o avanço da influência política da burguesia, enquanto classe, na condução e nos rumos que a sociedade tomaria para beneficiar esta nova classe social.A – A REVOLUÇÃO PURITANA de 1642 a 1649
Foi a revolução surgida em razão do conflito entre o Rei + a nobreza +anglicanos + católicos contra o parlamento com maioria burguesa puritana que levou a derrubada do rei e a execução de Carlos I em 1649. Além disso, estabeleceu a REPÚBLICA Oliver Cromwell(1599 a 1658) sob a liderança do ditador.
A Guerra começa quando o rei nega-se a acatar a “Grande Advertência” que foi um manifesto político do parlamento que procurava limitar os poderes do rei. A burguesia recorre as armas e vitoriosa,assume o poder.O governo de Oliver Cromwell foi a única experiência republicana inglesa até hoje, seu poder ditatorial levou-o a ser considerado Lord protetor da Inglaterra. Impôs ao país, uma severa ordem interna com a repressão aos católicos da Irlanda e a consolidação do poder marítimo-comercial inglês, ao baixar o ATO DE NAVEGAÇÃO em 1651 e a consequente derrota dos holandeses em 1652 e 1654.
O saldo do governo republicano, foi transformar a Inglaterra na maior potência marítima comercial, já na época moderna. Logo após a morte de Cromwell, o parlamento restaurou o sistema monárquico com a Dinastias dos Stuart.
B -REVOLUÇÃO GLORIOSA de 1688 a 1689
Com o término da experiência republicana, os filhos de Carlos I, Carlos II (1660 a 1685) e Jaime II (1685 a 1688) reassumem o poder na Inglaterra. No entanto, os conflitos políticos continuaram devido a proteção aos católicos, as tentativas de restabelecer o catolicismo no país bem como o absolutismo monárquico. Assim, em 1688, à medida que os conflitos entre o rei e o parlamento, representante dos interesses da burguesia, aumentavam e agravavam-se com os conflitos religiosos, inicia-se uma nova revolução. A burguesia alia-se a Guilherme de Orange (1650 a 1702) que já era rei da Holanda desde 1672 até 1702. O rei Jaime II, não confiando no parlamento, manteve um grande exército de prontidão. O nascimento de seu filho ameaçava tornar a Inglaterra, uma monarquia católica permanente, os WHIGS e os TORIES se uniram e venceram o rei Jaime II. Convidaram Guilherme de Orange, o rei holandês, para assumir o trono, porque era casado, desde 1677, com Maria Stuart, filha protestante de Jaime II. A burguesia assim, para selar o seu poder, acorda e obriga o novo rei a assinar a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS que foi aprovada também pelo parlamento em 1689. Tal declaração tornou-se lei, onde os poderes do rei, ficavam limitados com garantias a liberdade de expressão de todos os cidadãos, em especial, os cidadãos burgueses. Através deste movimento liberal burguês, a burguesia, enquanto classe social que obtinha já o dinheiro, agora adquiria mais poder quando impõe o princípio: “O REI REINA, OPARLAMENTO GOVERNA”, através da figura do primeiro ministro. Assim, a Revolução Gloriosa de 1689, antecedeu a Revolução Francesa em quase um século, favorecendo a estabilidade política e a expansão comercial inglesa, dando condições políticas básicas para o desenvolvimento da Revolução Industrial.
IV– Conceito de Capitalismo
Constitui-se no atualsistema econômico e social, predominantemente na maioria dos países do mundo. Industrializados ou em processo de industrialização. Neles, a economia se baseia na separação social entre os trabalhadores diretos na produção que são juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho ou conhecimentos, ou ainda capacidades, que as vendem no mercado de trabalho em troca de salário, e de outro lado, os capitalistas, que são os proprietários dos meios de produção que contratam os trabalhadores para produzirem mercadorias, bens e serviços dirigidos para o mercado consumidor alvo, visando à obtenção de lucro. O lucro é o rendimento de grandeza variável, especialmente ligado ao capital investido pelo industrial, comerciante ou prestador de serviços, o lucro difere-se do juro, que é o rendimento de grandeza pré-fixada, remunerador do capital, valor/dinheiro emprestado aos investidores ou empresários. No caso industrial, o lucro é a margem residual entre os custos de produção + impostos e o preço de mercado do produto que os consumidores podem pagar; já no caso do comerciante, é a margem residual, entre o preço de compra do produto no mercado atacado, e seu preço final de venda no mercado varejo. As escolas econômicas clássicas, neoclássicas da economia política, consideram o lucro uma remuneração justificada de diversas maneiras de obtenção: a abstinência do consumo pessoal/empresarial e poupança com vistas a rendimentos futuros, risco de investimentos, engenhosidade e criatividade dos empreendedores, inventos etc., posse de um fator de produção escasso no mercado. Para o marxismo econômico, o lucro é uma forma da mais-valia, que pode ser obtida de forma absoluta ou relativa. Vários cientistas sociais e economistas de destaque, procuraram explicar o surgimento e funcionamento do capitalismo. Para o economista alemão Werner Sombart (1863 a 1914), a essência das motivações subjetivas dos agentes econômicos do capitalismo, não está na economia, mas no “espírito” que se desenvolveu dentro da burguesia que surgiu desde o fim da Idade Média. Esse espírito, teria levado os burgueses a perceberem que o melhor método para adquirir riqueza não era o de acumular bens, mas acumular capital. Já Max Weber (1864 a 1920), economista e sociólogo alemão, que procurava estudar o sentido da ação humana individual através do método da compreensão , que envolveria uma reconstrução do sentido subjetivo original da ação humana, e o reconhecimento da parcialidade da visão do observador dos fenômenos sociais. Max Weber, caracterizava o capitalismo pela predominância da burocracia que é um termo aplicado às organizações sociais baseadas na hierarquização e na especialização das funções. A estrutura burocrática, com suas normas, constituiria a expressão concreta da racionalidade e eficiência próprias desse sistema, tendo como traços fundamentais:a) - obrigações e cargos delimitados segundo uma divisão de trabalho sistemática, hierárquica de acordo com regulamentos claros;
b) - vínculos exclusivamente empregatícios impessoais entre organização produtiva e os funcionários;
c) - organização hierárquica de poder entre os cargos;
d) - sistemas de promoção e valorização que permitam aos funcionários "colaboradores" fazerem carreira dentro da organização.
Assim, as empresas deixam de ser de caráter domésticas, de família, e passam a ter vida própria, exigindo, devido ao tamanho crescente, sistemas contábeis, administrativos de gestão, altamente racionais para garantir a obtenção de lucros.
V – Fábricas e a Mecanização da Produção
O desenvolvimento do capitalismo gerou a criação de fábricas, equipadas com máquinas recém inventadas e que produziam maior volume de bens industrializados a preços mais baixos, suprindo a crescente demanda do mercado nacional e internacional.A fábrica caracteriza-se pela concentração de trabalhadores com tarefas especializadas, de acordo com a divisão qualitativa do trabalho, e pelo emprego de máquinas–ferramentas , que transformam as matérias primas. Distingüi-se do artesanato, em que um único trabalhador executa todas as operações necessárias a produção de um bem, e da manufatura, que reúne muitos artesãos no mesmo estabelecimento.
A princípio, as máquinas –ferramentas eram movidas pela força motriz da roda-d’água. Essa tecnificação produtiva, ocorreu inicialmente na indústria têxtil. Entre as principais invenções desse período contam-se a lançadeira volante de John Kay (1704 a 1764), inventor inglês que criou uma máquina de abrir e tecer lã que foi patenteada em 1733, acelerou a velocidade da tecelagem, mas ao mesmo tempo que reduzia a mão-de-obra necessária. Logo foi inventada a máquina de fiar chamada de “jenny” , criada por James Hargreaves (1720 a 1778), que era uma máquina manual com vários fusos, que permitia a uma só pessoa fazer diversos fios ao mesmo tempo, integrava o equipamento próprio da indústria doméstica. Sir Richard Arkwright (1732 a 1792) criou a máquina de fiar movida a roda-d’água em 1769.
A produçãode novas máquinas recebeu grande impulso a partir de 1709,quando Abraham Darby conseguiu fabricar, com coque, ferro doce de boa qualidade. Outra descoberta fundamental foi a máquina a vapor que produzia movimentos rotativos, patenteada por JAMES WATT (1736 a 1819) em 1769. Criou o termo horse power (HP) ou cavalo de força que serviria para indicar a potência de trabalho dos motores. A partir de 1830, as ferrovias e navios a vapor permitiram a formação de um rede de comunicação e transportes mais ampla e eficiente, interligando os novos centros industriais, as fontes de matérias-primas e os mercados consumidores.
Depois da leitura atenta do texto responda as seguintes questões:
1– Como é determinada a decisão de investir capital por parte das empresas, investidores e pessoas?2– Por que seria impossível a repetição dos ciclos produtivos se fossem consumidos todos os recursos advindos da produção?
3 – Qual o significado dos enclosures para o surgimento docapitalismo?
4 – Qual o papel do escravismo moderno na formação do capitalismo?
5 – Explique o que foi e qual o significado da Declaração dos Direitos de 1689?
6 – Qual(ais) características distinguem o capitalismo dos demais processos históricos de produção como o escravismo e o feudalismo por exemplo?
7- Qual a diferença entre lucro e juros?
8 – Qual a diferença entre o lucro do industrial e o do comerciante?
9– Qual a função da burocracia no sistema capitalista segundo a visão de Max Weber?
10 – Explique as diferenças entre fábrica industrial, fabricação artesanal e manufaturada.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
INSTITUTO ESTADUAL RIO BRANCO
Prof. Otávio
A ECONOMIA DO SEGUNDO REINADO
“Excelente indicador material da distribuição de poder em um sistema político são as contas do governo”
Após a Revolução Puritana, a revolução burguesa na Inglaterra em 1642 levou a atribuição dos parlamentos em definir o orçamento. O modelo parlamentar brasileiro inclui a prática de submeter a aprovação da “lei dos meios” como era chamado o orçamento, o governo não poderia funcionar sem esta lei aprovada. Em caso de dissolução da câmara, o orçamento do ano anterior era prorrogado.
As disputas no parlamento refletia o conflito entre a burocracia, entre a máquina do estado e os grupos dominantes na sociedade que “custeavam” os gastos com o pagamento de impostos. Representa o conflito interno de uma elite que hesitava entre as necessidades do governo que ela dirigia e os interesses que ela devia representar.
Entre 1826 e 1888, o déficit público de império somou 855,8 mil contos de réis ou 15559,99 dólares - cotação de 1875. Grande parte deste déficit se deve aos gastos externos, com desastres naturais como seca e epidemias. O império cobria estes custos com empréstimos internos e externos.
POLÍTICA PROTECIONISTA – TARIFA ALVES BRANCO 1844
“ Os impostos de importação tinha também um sentido político diferente no Estados Unidos e no Brasil. No Brasil tinham quase sempre natureza fiscal. Sem dúvida, as tarifas de 1844, obedeceram a certa preocupação com a proteção de industrias nascentes, mas sua razão maior, provinha da necessidade do tesouro nacional em aumentar sua arrecadação”.
Haviam resistências para cobrar impostos das terras e rendas. A tributação sobre importações e exportações era mais fácil de cobrar e o contribuinte não percebia que estava pagando impostos embutidos no preço de produtos e serviços.
O ALVORECER DA INDUSTRIA NACIONAL
O fim do tráfico de escravos estava próximo, a expansão do café propiciava uma acumulação de capitais antes destinados a compra de escravos e outros gastos que poderiam ser reinvestidos na produção industrial.
O desenvolvimento da industria foi facilitado com a alteração da política alfandegária de 15% ad valorem desde 1810 a todos produtos importados.
O ministro da fazenda, Manoel Alves Branco, estabeleceu novas alíquotas entre 20 e 60% sobre produtos importados pelo Brasil. As taxas mais pesadas de 40 e 60% recaíam sobre artigos com similar nacional como, chá, vidros, tecidos e outros. As mais baixas de 20% incidiam sobre produtos como ferro, folha-de-flandres, cobre etc..
Os resultados desta política protecionista só apareceram na década seguinte quando foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 3 caixas econômicas, 20 companhias de navegação a vapor, 23 companhias de seguro, 8 de estradas de ferro, empresas de mineração, transportes urbanos e serviço de gás entre outras tantas.
FIM DO TRÁFICO – PRESSÕES INGLESAS AUMENTAM
LEI BILL ABERDEEN DE 8 DE AGOSTO DE 1845
Lei inglesa pela qual embarcações negreiras com o pavilhão brasileiro podiam ser apreendidas por navios britânicos. Os traficantes passaram a ser incursos em crimes de pirataria internacional e eram julgados pelos juízes do tribunal do Almirantado inglês. Foi grande a influência de Bill Aberdeen na formulação das leis 581 de 1850 e 731 de 1854, mediante as quais o governo brasileiro, impotente para se contrapor às medidas adotadas pela maior potência naval, extinguiu oficialmente o tráfico oficialmente de escravos vindos do continente africano.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
A Fortaleza Branca

A foto está virada pois ainda tem gente que não respeita a natureza e coloca lixo onde toma água todo dia...





E aí pessoal apresento para vocês a dica cultural de visitar o site da Fundação Iberê Camargo onde dá para fazer "visita virtual". Claro que é melhor ir lá e curtir um fim de tarde principalmente apreciar o por-do-sol no Guaíba...(fotos do dia 5/08/2008)
